Acordado pelos governos de Brasil e Paraguai e pendente de aprovação no Legislativo brasileiro, o Decreto Legislativo nº 496, referente a um memorando de entendimento firmado em junho de 2006, recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.
O objetivo do acordo é impulsionar ações bilaterais de combate à pirataria, com a criação de um grupo de inteligência composto por representantes de ambos países, destinado a investigar e tipificar os delitos que transcendem as fronteiras de cada território.
Beto Albuquerque, deputado gaúcho responsável pela análise do documento na CCJ, ressaltou a constitucionalidade, a juridicidade e a legalidade técnica dos termos propostos, faltando, ainda, a aprovação da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).
Além da pirataria propriamente dita, outros crimes que estão na mira dos governos são o contrabando, que ocorre nos dois sentidos, e a falsificação de marcas, problema estritamente associado à pirataria e que prejudica empresas, desenvolvedores autônomos e representantes da indústria cultural.
A finalidade do chamado “Grupo Bilateral de Coordenação de Inteligência Brasil – Paraguai” será a de “intercambiar e processar informações, bem como de articular operações de prevenção e investigação”, buscando identificar, localizar e bloquear as ações das quadrilhas transnacionais.
Por parte do governo brasileiro, estarão representados os órgãos de fiscalização e combate ao crime (Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária), Ministério da Justiça, Secretaria Nacional de Segurança Pública, Agência Brasileira de Inteligência, entre outros.
Do lado paraguaio, farão parte a Direção Nacional das Aduanas, o Ministério da Indústria, Ministério Público, Promotoria, Polícia Nacional, entre outros. Para entrar em vigor, o memorando necessita da aprovação do Legislativo de ambos países.
